O método para a colocação do constritor é simples. O dispositivo é implantado em torno da uretra por meio de uma cirurgia de médio porte, feita sob raquianestesia e com duração média de 90 minutos. Dois meses após o implante, quando a cicatrização estiver perfeita, o paciente retorna para ter o constritor ativado. Desta vez, ele será insulflado por meio de uma injeção de soro fisiológico, comprimindo suavemente a uretra para impedir a perda involuntária de urina.
A resposta positiva dos pacientes à colocação do constritor periuretral inflável despertou o interesse da comunidade médica no Brasil e no exterior. “Já fomos procurados por urologistas da Europa e do Oriente Médio interessados em aprender a técnica de implantação do constritor”, afirma Schiavini, que enumera as vantagens de se utilizar o dispositivo.
“Além da simplicidade na sua implantação, o constritor tem um custo mais baixo do que os outros dispositivos disponíveis no mercado, o que possibilita o acesso de um número maior de pacientes ao tratamento”, completa o urologista.
No dia 30 de Setembro de 2004, foi realizado no Hospital Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, o primeiro workshop do país sobre este tema. Durante este encontro, o médico comandou duas cirurgias de implantação e uma de ativação, que foram transmitidas diretamente do centro cirúrgico para o anfi-teatro.
Criado pelo urologista pernambucano Salvador Villar, o constritor periuretral inflável é fabricado com exclusividade pela Silimed e indicado para homens de qualquer idade que apresentem casos de prostatectomia radical e de bexiga neurogênica (sem função neurológica) e para mulheres sexualmente inativas.
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